sábado, 4 de junho de 2016

A casa do capitão

             "Esta casa foi legada pelo Capitão Almeida Moreira e reconstruída com o património da Fundação Calouste Gulbenkian em 28-4-1965" - reza a lápide no hall de entrada da Casa-museu Almeida Moreira.
Há um tempo, o edifício encerrou para obras de melhoramento. Na reabertura, os responsáveis acharam por bem abandonar a antiga designação da casa, para passar a chamá-la simplesmente Museu Almeida Moreira.
Contudo, para mim, continua a ser a casa do capitão: sempre que a visito, é o lar e os amigos do seu tempo que ali vejo. Imagino até o antigo dono, à entrada, a receber-me e a acompanhar-me nos corredores e salas a explicar o significado de cada peça exposta.

É ele - Francisco de Almeida Moreira (1873-1939) - uma das personalidades mais importantes da sua época -, que me surpreende, agora no século XXI, mostrando-me peças raras do acervo que ainda não eram do conhecimento público.
Até aqui, já estava habituado a vê-lo, sempre que passava pelo Jardim Tomás Ribeiro, onde está implantada a Glorieta - monumento dedicado ao escritor - uma iniciativa da Comissão de Turismo de então liderada pelo Capitão. Mas, agora, posso também visitá-lo na sua própria casa.
Convém que a cidade não esqueça o Capitão e a enorme importância que ele teve para a cidade e região![relembro que a ele se deve a fundação do Museu Grão Vasco, de que foi o primeiro director].
A autarquia municipal deu um passo importante que dignifica o nome do artista!