terça-feira, 16 de maio de 2017

O efémero


Sábado 13Maio2017
nunca vivi um dia assim
o Papa declara como santos os irmãos Francisco e Jacinta;
os juniores (Viseu e Benfica) eliminam o adversário nos pontapés da marca de grande penalidade, passando à fase seguinte da competição;
o Benfica conquista o “tetra”: fere a vaidade dos arqui rivais  que riam da lacuna na história das águias;
o Salvador Sobral vence o festival da eurovisão:  “amar pelos dois” acaba com a bruxaria dos eternos desaires;
seguiram-se os festejos da glorificação, da vitória, do título e do ceptro… pela noite dentro.

Uma grande agitação!
No dia seguinte, à chegada, perante a multidão que enchia o aeroporto, Salvador alertou:

 “(…)daqui por dois meses já ninguém se lembra…isto é efémero!”

Efémero! - muito bem lembrado,
porque, acabado o festim, tudo regressa, inexoravelmente, à rotina do quotidiano e às obrigações.
Fiquei a pensar: quem assim fala pode, mesmo, ganhar um lugar  na Música;
e se tal acontecer, o efémero, afinal, pode ganhar foros de eternidade!