quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Massano, Paula


*Paula Massano (1949 – 2012) - Marginal, exigente e erudita – morreu a coreógrafa que inaugurou a História

**(…) alimentava o desejo de remontar uma das suas mais importantes peças Na Palma da Mão a Lâmpada de Guernica, que criou em 1981 com Elisa Worm.
“Quando o corpo se movimenta, as figuras que desenha, definem um espaço” - dizia Massano.
Essa relação com o espaço começou nos estudos de arquitectura em Lisboa, antes de partir para Nova Iorque, onde estudaria com Merce Cunningham, um dos mais importantes coreógrafos do século XX.
“ (…) A Paula exigia um grau de perfeição em tudo” – diz Nuno Carinhas (director do Teatro Nacional de S. João), lembrando que o fez descobrir autores como Celan.

"Abria campos de leitura para o espectador" - diz Maria José Fazenda, professora na Escola Superior de Dança e uma das bailarinas de Estranhezas (1990). "A sua dança reflectia essa complexidade e erudição" e fica como hipótese de compreensão da margem onde Massano sempre viveu.

"A independência artística dá-me uma enorme liberdade de movimentos e posso usufruir de um ritmo pessoal muito produtivo", disse, na primeira pessoa, ao Diário de Lisboa, em 1990.

* Título do artigo de Tiago Bartolomeu Costa, publicado no PÚBLICO, 28 de Março de 2012 - dia da cerimónia fúnebre.
** Excertos do artigo.

NB: esta mensagem assinala o facto de, pela primeira vez, na cidade, ter sido ministrado,  no ano lectivo transacto, o ensino oficial da Dança (ensino articulado).
E serve para formular votos para que a disciplina continue a merecer a confiança dos responsáveis, no sentido da sua plena integração no programa de ensino.

1 comentário:

  1. Uma homenagem sensível a Paula Massano que servirá de motivação ao/à responsável do ensino oficial de Dança na cidade.

    Estou convicta que os responsáveis pela sua integração no programa curricular serão recompensados.

    A Dança, essa arte tão inteira em que o corpo expressa a alma.

    Foi um gosto vê-lo de volta a 'fragmentos'!

    Abraço afectuoso,

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