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quarta-feira, 16 de agosto de 2023
Visita Guiada
sexta-feira, 7 de maio de 2021
Levar vacinas a todo o mundo
domingo, 28 de fevereiro de 2021
Dupla de arquitectos floresce no interior
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
O Interior
sábado, 28 de novembro de 2020
Peter Handke
A jornalista conduz o escritor[i]:
Há um momento em que o narrador [no romance A Ladra da Fruta] diz: “E agora não era eu que decidia era a história”. É o momento em que passa a ser a história a criar-se a si mesma.
É verdade e esse é o momento mais bonito e também um dos mais dolorosos, o momento em que a imaginação começa a criar. Não é mais um documentário e passa a ser uma narrativa ficcional. Quando essa transformação se dá no romance é maravilhoso.
Qual é a
sensação?
É uma coisa muito profunda, a criação de imagens além
do documento puro, além dos factos. São precisos factos também, mas o sentimento
é tão forte que os factos se transformam em ficção. Isso é literatura.
[i] Peter Handke, prémio Nobel da literatura 2019, em entrevista concedida ao ípsilon, sexta-feira 27Nov2020.
Na introdução à entrevista, Isabel Lucas referiu que os críticos de Handke consideraram um ultraje a atribuição do Nobel a alguém que criticou a intervenção da Nato na Guerra do Kosovo, que terá duvidado do massacre de Srebrenica em 1995, que apoiou o então dirigente sérvio Slobodan Milosevic na guerra civil da Jugoslávia. Milosevic seria acusado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, mas morreu em 2006, antes de ser julgado. Handke discursou no seu funeral.
domingo, 30 de dezembro de 2018
domingo, 24 de junho de 2018
Perto do Céu
Respondi-lhe que estava desidratada! precisava de tratamento médico! e logo que estivesse melhor, regressaria a casa!
A resposta acalmou-a. Não sei se acreditou no que lhe disse. O seu olhar, fixo, deixou-nos em dúvida.
Foi então que pela primeira vez senti a dura realidade: ela não queria ir; nós não queríamos que ela fosse... mas a dura realidade obrigou-nos a tomar a difícil decisão.
E, agora, o ingresso está concretizado.
Julgo que foi dado o primeiro passo para a libertação: finalmente desagrilhoada, pode olhar para o céu azul... ali tão perto [curiosamente, o lar chama-se Perto do Céu].
Amanhã será um novo dia: o primeiro de uma imensa tristeza, mas, simultaneamente, de um raio de luz no fundo do túnel da Esperança.